6 de julho de 2014

A Paternidade da Indissociação entre Diferenciação e Integração é da Humanidade.

   
Com relativa frequência nos deparamos com a questão simplista, por vezes “ingênua”, sobre “quem teria inventado o Cálculo Diferencial e Integral?” tal qual o utilizamos nos dias atuais. Respostas estritas (inevitáveis, categóricas), claramente, se poderiam apresentar contemplando cada uma das “legiões” de defensores “eufóricos” dos supostos “pais” da matéria em referência. Todavia, a menos do conceito de DIFERENCIAL (tomado de forma indissociada do termo INTEGRAL), a (possível) questão da paternidade da “DIFERENCIAÇÃO E INTEGRAÇÃO” não pode se reduzir aos limites daquilo que se torna “manifesto” ou “patente”.

Para chegarmos ao que Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) denominou “Cálculo Diferencial e Integral” e ao que Isaac Newton (1642-1727) chamava “Teoria das Fluxões” não é possível deixar de considerar todo o estudo precedente (de diversas gerações) que culminou nestes dois trabalhos consequentes. Além do mais não se deve confundir “Cálculo Diferencial e Cálculo Integral” com “Diferenciação e Integração” que embora possam convergir para semelhantes propósitos são distintos em sua formação e extensão.

“DIFERENCIAÇÃO e INTEGRAÇÃO” tem sua origem muito antes com os trabalhos de Antifon (ca. 480 a.C.-ca. 403 a.C.), Hipócrates de Chios (ca. 470 a.C.-ca. 410 a.C.), Eudoxo de Cnido (408-355 a.C.), Arquimedes (287-212 a.C.), Liu Hui (ca. 220), Zu Chongzhi (429-500), Aryabhata (476-550), Sharaf al-Din al-Tusi (ca. 1135-1213), Madhava de Sangamagrama (ca. 1350-ca.1425), René Descartes (1596-1650), Bonaventura Cavalieri (1598-1647), Pierre de Fermat (1601-1665), Evangelista Torricelli (1608-1647), John Wallis (1616-1703), Blaise Pascal (1623-1662), Isaac Barrow (1630-1677), James Gregory (1638-1675), dentre (muitos, muitos) outros.

O conhecimento é “construído” por várias mãos. No “Cálculo Diferencial e Integral” não foi diferente.

Como em outras oportunidade já observei “Antes de cada criação fantástica existe o trabalho anônimo e maravilhoso de diversas individualidades”. Todavia, Leibniz e Newton foram, também, inegavelmente, representantes notáveis das correspondentes individualidades aventadas.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/07/2014

19 de junho de 2014

Rivais Incontestes Inteligência e Vontade Rescindem Interlocução.

  
A vontade não conversa com a inteligência. Ou seria o contrário: a inteligência não conversa com a vontade? Mas, para que haja a comunicação em referência ambos os interlocutores deveriam se permitir escutar. Logo: não há conversa entre inteligência e vontade.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/06/2014


14 de junho de 2014

Extensão Universitária uma Contrapartida Obrigatória na Ação Docente.

   
Extensão Universitária, em Instituições de Ensino Públicas e Gratuitas deve ser promovida e desenvolvida de forma gratuita para os participantes, sem ônus para a Instituição promotora e não pode ser mantida por qualquer tipo de apoio financeiro originário de fontes de fomento.

Entenda-se a Extensão Universitária (interna ou externa à Universidade) como uma CONTRAPARTIDA obrigatória da Instituição de Ensino (Pública e Gratuita) com a Sociedade que a mantém.

Mas, não há motivos para qualquer forma contingente (compulsória) de “PÂNICO”, pois, salvo outro juízo contrapositivo, esta é apenas minha posição pessoal e postura profissional enquanto Professor Universitário Federal que promove e pratica a EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA como parte integrante de sua ação docente.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/06/2014

12 de junho de 2014

Aprendizes Sim, Trabalho Infantil Jamais.

   
No DIA MUNDIAL CONTRA O TRABALHO INFANTIL, dia 12 de junho, sejamos radicais e vamos denunciar mais este crime contra a humanidade. Comunique ao Ministério Público, ao Juizado da Infância e ao Conselho Tutelar o trabalho infantil e o trabalho adolescente.

Unindo-nos aos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) vamos combater toda ação que contribua para a escravidão e o trabalho que envolva a mão-de-obra infanto-juvenil.

Conheça e divulgue a Lei da Aprendizagem que regulamenta o ingresso do adolescente no mundo do trabalho. Acione o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) todas as vezes que tiver conhecimento que crianças e jovens estejam sendo forçados a trabalhar indevidamente. Nossas crianças não podem ser escravizadas pelo trabalho.

A Lei número 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal número 5.598/2005, determina que as empresas de médio e grande porte devem contratar um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional.

Em conformidade com esta mesma Lei aprendiz é o jovem de 14 a 24 anos (incompletos) de idade que esteja cursando o ensino fundamental ou o ensino médio, recebendo, ao mesmo tempo, formação na profissão para a qual está se capacitando. A idade máxima prevista não é aplicável aos aprendizes com deficiência. Assim, os jovens de menos de 14 anos não podem trabalhar.

Por sua vez, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) articula conjunto específico de ações que objetivam retirar crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos da prática do trabalho precoce, exceto quando na condição de aprendiz, a partir de 14 anos.

O PETI está estruturado em cinco eixos de atuação; quais sejam: “(a) informação e mobilização, com realização de campanhas e audiências públicas; (b) busca ativa e registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal; (c) transferência de renda, inserção das crianças, adolescentes e suas famílias em serviços socioassistenciais e encaminhamento para serviços de saúde, educação, cultura, esporte, lazer ou trabalho; (d) reforço das ações de fiscalização, acompanhamento das famílias com aplicação de medidas protetivas, articuladas com Poder Judiciário, Ministério Público e Conselhos Tutelares; e (e) monitoramento”.

Diga NÃO ao TRABALHO INFANTIL. Vamos contribuir para eliminarmos mais esta mazela de nossa sociedade. Criança tem que estudar, brincar e ser feliz.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/06/2014

5 de junho de 2014

“Onda” Sustentável Inunda “Mares” do Desperdício.

  
Estimativas demonstram que uma em cada sete pessoas no mundo passa fome, que um total de 1,3 bilhão de toneladas de comida apropriada ao consumo humano é jogado no lixo todos os anos e que mais de 20 mil crianças com menos de cinco anos morrem todos os dias em decorrência de desnutrição.

As previsões mostram, também, que até 2050 seremos 9 bilhões de pessoas no mundo. Hoje somos uma população de cerca de 7 bilhões. Mantendo-se o desperdício de comida em referência (que chega a ser de um terço de toda produção mundial) teremos, então, consequências desastrosas para todos em um futuro próximo, pois a produção de alimentos (que consome uma enorme quantidade de recursos naturais) será ampliada causando impactos negativos ainda maiores no meio ambiente.

Diante de um quadro tão sério e preocupante, em 2013, uma “nova onda” no campo da Sustentabilidade foi instituída quando a humanidade foi solicitada a refletir, mais intensamente sobre as questões do desperdício de comida a partir da máxima: “Pensar. Comer. Conservar. Diga Não ao Desperdício.”; porquanto, não há como pensar em Sustentabilidade, em preservação ambiental, em manutenção da vida, quando são contabilizadas as enormes quantidades de comida jogada no lixo.

Definida pela ONU como o tema para o “Dia Mundial do Meio Ambiente” de 2013 a “sentença” em referência continua valendo e nos obriga reflexão global para vislumbrarmos as necessárias medidas para a diminuição de semelhantes desperdícios com a comida. Somos solicitados a pensar como poderemos engendrar soluções para amenizar os impactos sobre o meio ambiente em decorrência da crescente utilização de recursos na produção de alimentos.

Mesmo chegando a um novo dia 5 de junho, cujo tema do Dia Mundial do Meio Ambiente passou a ser “Aumentar a nossa voz, não o nível do mar”, continuamos sendo requisitados a lembrar, diariamente, do alerta que nos foi apresentado no ano passado sobre as questões relacionadas ao desperdício que, efetivamente, chama nossa responsabilidade para com o meio ambiente e com desenvolvimento sustentável.

Vamos, então, continuar a nos associar à onda do “PENSE. COMA. CONSERVE. MAS DIGA NÃO AO DESPERDÍCIO.” para reduzir desperdícios, economizar recursos, minimizar o impacto ambiental e favorecer as efetivas mudanças nos processos de produção de alimentos para torná-los mais eficientes.

É urgente mantermos o equilíbrio entre o uso dos recursos naturais e a preservação ambiental para a produção de alimentos que venha garantir a existência humana.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/06/2014

1 de junho de 2014

Lógica Formal em Extensão Universitária.



“CÁLCULO SENTENCIAL DEDUTIVO EM LÓGICA MATEMÁTICA INFERENCIAL” é mais um dos Cursos de Extensão Universitária que ministro para Acadêmicos de Cursos de Engenharia objetivando apresentar e disseminar Métodos e Técnicas em Teoria da Argumentação Lógica Dedutiva e Teoria da Demonstração para a necessária Avaliação de Argumentos Lógicos Dedutivos e para a Correção de Falácias ou Sofismas.

No Curso “CÁLCULO SENTENCIAL DEDUTIVO EM LÓGICA MATEMÁTICA INFERENCIAL” apresento, também, a Álgebra da Lógica associada a um tratamento Axiomático das Operações visando a Redução do Número de Operadores Lógicos para a instanciação de Modelos Consistentes alternativos e não usualmente implementados.

Carlos Magno Corrêa Dias
01/06/2014 

15 de maio de 2014

Ecletismo Necessário e Determinante.

  
Na Academia, na Universidade, nos Cursos de Graduação, principalmente naqueles das Áreas de Ciências Exatas e de Tecnologias, não sou favorável à adoção de um único livro por disciplina como se fosse uma “cartilha” e a única “fonte do saber”. 

Entendo que os Referenciais Bibliográficos devem ser distintos e diversificados para a ampliação dos horizontes. Não podemos nos limitar ao “enfoque” ou à “visão” de um único Autor. Vários dos EXCELENTES LIVROS devem ser consultados pelos Acadêmicos (obrigatoriamente). 

A adoção de um único livro contribui para mantermos o processo engessado, limitado, sem outras perspectivas; possibilitando o cerceamento da experimentação de outros desafios. 

Carlos Magno Corrêa Dias
15/05/2014

11 de maio de 2014

Cidades Inteligentes Seguem Padrões de Inovação.


No período de 7 a 9 de maio de 2014, participei da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2014), evento promovido pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Prefeitura Municipal de Curitiba e Universidade Positivo, o qual foi realizado nas dependências da Universidade Positivo, em Curitiba.

Tendo por Eixos Temáticos: Eficiência, Empreendedorismo, Tecnologias Sociais, Infraestrutura, Viver a Cidade e Mobilidade Urbana, a CICI2014 transforma-se em um dos mais importantes eventos do setor que consolidam Curitiba e o Paraná como foco de pesquisa, desenvolvimento, conhecimento, práticas e soluções INOVADORAS visando Cidades mais Sustentáveis para melhorar a qualidade de Vida das Pessoas.

Durante o evento foi fortemente evidenciado que a Qualidade de Vida das Pessoas passa, invariavelmente, pelo incentivo à cultura de INOVAÇÃO. A ideia central é que as “Cidades Inovadoras” devem influenciar, positivamente, na Qualidade de Vida dos Cidadãos, chamando a necessária relação entre governo, entidades privadas e sociedade como um todo a partir da concepção de INOVAÇÃO.

Paralelamente à CICI2014 aconteceu, também, o Fórum Internacional iCITIES o qual foi desenvolvido no formato de debates que procuraram aprofundar os vários temas da INOVAÇÃO para as Cidades desenvolvidos na CICI2014.

Outras duas edições do Fórum Internacional iCITIES já haviam sido realizadas, em 2012 e 2013, objetivando compartilhamento de conhecimentos visando a INOVAÇÃO para Cidades mais sustentáveis. O Fórum Internacional iCITIES foi criado com a finalidade de atrair e desenvolver negócios ligados a CIDADES INTELIGENTES.

O conceito de CIDADE INTELIGENTE está relacionado à eficiência dos centros urbanos por meio de ações integradas entre governos, população e entidades públicas e privadas. Prioritariamente, reconhece-se uma CIDADE INTELIGENTE quando a Cidade é capaz de seguir padrões de INOVAÇÃO relacionados ao transporte, infraestrutura, sustentabilidade, tecnologia e recursos naturais (prioritariamente).

A CICI2014 contou com a participação de quase dois mil inscritos de 90 (noventa) Cidades do Brasil e do exterior os quais assistiram apresentações de cerca de 100 (cem) palestrantes nacionais e internacionais.

Durante o evento foi formalizada, também, a participação de Curitiba no ÍNDICE DE CIDADES INTELIGENTES 2020, em vigor em Portugal. O ranking em referência constitui um importante indicador criado para medir a INOVAÇÃO das cidades participantes.

Desenvolvido pelo INTELI (Inteligência em Inovação), de Portugal, o ranking avalia cinco indicadores (inovação, sustentabilidade, inclusão, gestão e conectividade). Curitiba passa a ser a primeira Cidade do Brasil a participar do levantamento. O protocolo oficial foi assinado pelo INTELI, Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) e o Instituto de Promoção de Capacitação e Desenvolvimento (IPROCADE).

Carlos Magno Corrêa Dias
11/05/2014

4 de maio de 2014

Subvertendo Possibilidades Educacionais.

Ouve-se dizer que os crimes contra a Educação bem são permissíveis, multiplicando-se de forme incontrolável, uma vez que se tem instaurada uma espécie de dogma do absurdo ou jurisprudência casuística segundo a qual CORVO NÃO COME CORVO.

O paradigma do PINDORAMA RETÓGRADO (segundo proclamo: a involução de nossa Educação) continuará nos atrasando mais umas três décadas nos próximos dois anos (sendo otimista, muito otimista) a manter-se a normalidade retrógrada em vigência. Há umas três décadas passadas, porém, tínhamos em conta que nosso atraso no campo educacional (no sentido lato do termo) era de cerca de 30 (trinta) anos em relação ao Mundo CIVILIZADO EVOLUÍDO (contados a partir do suposto descobrimento em 1500). Mas, atualmente, contabilizando os incrementos no sentido de não permitir os necessários avanços, já sinaliza para além de 50 (cinquenta) anos a diferença em foco. Assim sendo, a proporção (a taxa) de involução é determinante antes de ser (apenas) assustadora ou absurda. 


A despeito das interpretações, sujeições ou contingência, os fatos assaltam as perspectivas e a Educação em nosso país se mostra fragilizada, comprometida, destruída.

Cursos de baixo nível científico, baixo nível tecnológico, baixo nível cultural, ..., de BAIXO NÍVEL, continuarão sendo aprovados e mais indivíduos serão levados ao Mundo do Trabalho para serem escravizados (ou condicionados) por aqueles (de outros mundos possíveis) que conhecem, que possuam o CONHECIMENTO, que são favorecidos, estimulados, impulsionados, pela EDUCAÇÃO.

Dias passados a mídia internacional anunciava que um jovem britânico, um MENINO de 13 anos, teria construído um Reator de Fusão Nuclear no tempo livre que ficava no laboratório de sua ESCOLA. Detalhe: o pequeno cientista quebrou o recorde de outro cientista muito experiente, um outro menino americano de 14 anos de idade que construiu o seu reator na GARAGEM DE CASA. Imagine-se o APOIO EDUCACIONAL que estes e outros tantos garotos e garotas possuem para poder assim se desenvolver.

Semelhante aos estudos e resultados do novo recordista na construção de Reatores de Fusão Nuclear surgem outros igualmente fantásticos. Outro PROJETO DE CRIANÇA incrível foi o de uma jovem inventora russa, que do alto dos seus 13 anos de idade, é autora da Nave Galáctica Terra.

A jovem cientista russa elaborou um projeto para se construir uma nave na órbita terrestre sem levar qualquer fonte de energia ao cosmos para assim reduzir a massa e aumentar a velocidade e cujo combustível será retirado apenas do ambiente estelar, capturando hidrogênio a partir de um funil magnético, que será comprimido e aquecido por uma reação termonuclear e que os motores da nave serão constituídos de um propulsor em hélice de unifluxo termonuclear e de outro propulsor fotônico de fluxo, também, unificado. Todos os detalhes são ponderados cientificamente até como serão gerados os alimentos, pois todos os alimentos serão sintetizados ou cultivados a bordo da nave através do método de hidroponia.

Mas, não completamente satisfeita com seu projeto, enfatize-se, novamente, Aluna de 13 anos, almeja ser algum dia a Comandante (Capitão) da sua própria NAVE nas viagens intergalácticas que realizará. Será que a Educação naquele país seria uma das responsáveis pela geração destes novos cientistas?

Exemplos como os precedentemente listados (dentre diversos outros que sequer haveremos de ter notícias, pois muitos deles já viraram rotinas e foram incorporados nas suas origens) demonstram que não temos, enquanto Nação, a menor ideia do significado pleno de EDUCAÇÃO e de seu poder transformador.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/05/2014

28 de abril de 2014

Chamando RESPONSABILIDADES Contra TRAGÉDIAS ou CRIMES.


Seguindo “lógicas evasivas” tais como a “retórica conciliatória” na qual deve-se “VER O FILME E NÃO SIMPLESMENTE A FOTO” ou o “mantra” da “lavagem cerebral” que afirma ser preferível avaliar a “EVOLUÇÃO DO PACIENTE E NÃO SEU QUADRO ATUAL”, uma abordagem simplista do PISA 2012 até poderia perspectivar para o Brasil motivos para comemoração se, também, “torcendo” os dados, fosse possível aceitar algum “lado bom”, ou “vantagem aventada”, sobre os resultados decepcionantes (“sofríveis”) mais uma vez obtidos que segue, continuamente, uma história de fracassos sucessivos.

No próprio Relatório do PISA 2012 (http://www.oecd.org/pisa/keyfindings/pisa-2012-results-volume-I.pdf), em BOX 1.2.4 Improving in PISA: Brazil (página 76), há indução no sentido de salvaguardar o pseudo benefício considerado no parágrafo precedente, pois chega-se, em dada medida, a se elogiar uma suposta melhoria dos resultados do Brasil em matemática quando comparados os correspondentes resultados anteriores do PISA 2003 e este último PISA de 2012.

Entretanto, a conclusão última (a despeito das tentativas complacentes centradas em contingentes peculiaridades tais como uma “ingênua” melhoria de uma para outra época) é que, no Brasil, a Educação piorou e muito. Além de estar longe de ser um razoável exemplo em Educação, o Brasil continua ocupando (como sempre) as últimas posições naquele ranking, tem um número pífio de alunos considerados TOP-PERFORMERS (alunos de ponta), tem alunos com limitada capacidade de solucionar problemas práticos do dia a dia, continua fracassando assustadoramente tanto em Leitura quanto em Ciências, mantendo, em consequência, neste dois últimos quesitos, as piores posições dentre os outros 65 (sessenta e cinco) países avaliados.

É constatado, em concordância com os resultados apresentados pelo PISA 2012, que apenas 1,8 por cento dos Alunos Brasileiros podem ser classificados como Alunos Extraordinários enquanto que em países como Singapura e Japão perto de um terço dos Alunos são Extraordinários. Contudo, não se deve esquecer que esta enorme quantidade de Alunos Extraordinários referenciada não é devida a existência de cérebros privilegiados nos correspondentes meninos e meninas avaliados, pois, conforme as evidências, são seres humanos normais em nada fantásticos a menos de serem favorecidos por uma Educação adequada, aprimorada e de excelência para evoluir e desenvolver.

Resultados sofríveis como os atingidos pelo Brasil seriam motivos de escândalo em países que trabalham para que seus JOVENS cidadãos tenham uma Educação pensada para o desenvolvimento de suas Nações e para a melhoria de vida de suas Populações. As sucessivas repetições de baixos e péssimos resultados não ocorreriam naqueles países, pois ao constatar resultados contrários aos PLANEJADOS, modificações drásticas e emergenciais seriam impostas nos paradigmas da Educação, responsabilidades seriam chamadas e um “saneamento” nas dificuldades teria sido implantado intensiva e prioritariamente. Entretanto, o Brasil vem ocupando seguidamente as últimas posições (tornando-se constante em semelhante prática: ficar nas últimas posições) nas edições do PISA e, na mesma estagnação, não são tomadas quaisquer ações efetivas para reverter o grave problema continuamente sinalizado. Os resultados são divulgados e o assunto passa batido na mídia, não gera interesse pela população, não vende jornal e os culpados não são reconhecidos (ou, são tornados ocultos).

Outro ponto notável de repugnante constatação é que a “maioria” julga que não tem RESPONSABILIDADE alguma sobre estes resultados absurdos (como é possível constatar, facilmente, em quaisquer locais, sejam eles acadêmicos ou não). O problema facilmente perde o foco, o tempo passa, o esquecimento toma conta e mais três anos serão contabilizados até que, de repente, surgem os novos resultados assustadores sem que um trabalho sério e intensificado tenha sido desenvolvido previamente.

O PISA (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes), em inglês Programme for International Student Assessment, constitui uma iniciativa internacional de Avaliação Comparada a qual é aplicada a Estudantes na faixa dos 15 anos, idade segundo a qual é assumido que os Alunos tenham concluído a Escolaridade Básica Obrigatória na maioria dos países.

O PISA, administrado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em francês Organisation de Coopération et de Développement Économiques, objetiva medir o conhecimento e a habilidade dos Alunos segundo três eixos (Leitura, Matemática e Ciências) para produzir indicadores que permitam a séria discussão sobre a qualidade da Educação de forma a possibilitar (e obrigar) a instauração de políticas de melhoria constante do Ensino Básico necessário para a formação adequada dos JOVENS Cidadãos do Mundo Contemporâneo.

O PISA é aplicado a cada três anos e já foi editado nos anos de 2000, 2003, 2006, 2009 e 2012. A cada edição o PISA focaliza (prioriza) uma das três dimensões: Leitura, Matemática, Ciências. Em 2000, o foco foi em Leitura; em 2003, Matemática; e em 2006, Ciências. Já em 2009, o PISA 2009 dá início a um novo ciclo do programa e, novamente, passa a focar o domínio de Leitura. Na última edição, em 2012, Matemática passou a ser o foco. O PISA 2015 focalizará a dimensão das Ciências.

Os resultados do PISA 2012 constituem mais uma vergonha para a Educação do BRAZIL. Entre 65 países comparados, o nosso Brasil ficou em quinquagésimo oitavo lugar em Matemática (com 391 pontos, cuja média da OCDE foi de 494 pontos), quinquagésimo quinto lugar em Leitura (com 410 pontos, cuja média da OCDE foi de 496 pontos), e, em quinquagésimo nono lugar em Ciências (com 405 pontos, cuja média da OCDE foi de 501 pontos). Para um país que se diz EMERGENTE, possivelmente a quinta economia do mundo, o suposto país mais importante dos BRICS, os resultados do PISA 2012 demonstram apenas o país subdesenvolvido que continua sendo o Brasil.


É triste a situação. Mas, mais triste ainda é saber que existem tentativas “sistematizadas” de se “subverter” os péssimos resultados obtidos em algum tipo de vantagem, pois é aventada uma melhoria nos baixos resultados divulgados. Entretanto, pouco vale estar “melhorando” quando os indicadores evoluem simplesmente porque os resultados das avaliações anteriores estavam em patamares muito, muito baixos, inaceitáveis, ridículos. Não se deve esquecer, por exemplo, que houve época em que a avaliação em Leitura apontou que os Alunos Brasileiros tinham dificuldades até mesmo para “LER” a PROVA aplicada.

Numa visão estreita, é defendido que o Brasil não somente evoluiu em Matemática da edição de 2009 para a edição de 2012, como também, vem evoluindo desde a primeira edição do PISA, pois obteve em 2000, 2003, 2006, 2009 e 2012, respectivamente, 334, 356, 370, 386 e 391 pontos. Fecha-se o quadro nesta sequência e apaga-se tudo o mais?

Absurdo, pois diante desta mesma sequência é percebido, por exemplo, que o Brasil cai de quinquagésimo sétimo lugar (em 2009) para quinquagésimo oitavo lugar (em 2012). Ou se estaria aventando que passar de quinquagésimo sétimo lugar para quinquagésimo oitavo lugar em uma escala invertida do primeiro ao último lugar é obter algum tipo de vitória. A China (Xangai) obteve os seus 618 (seiscentos e dezoito) pontos na avaliação em Matemática no PISA 2012. Como se ouve dizer foram apenas 227 (duzentos e vinte e sete) pontos a mais que Brasil. Mas, não há como esconder que o mesmo Brasil evoluiu, ao longo da história do PISA, em 12 (doze) anos, os seus incríveis 57 (cinquenta e sete) pontos (tão somente).

Além do mais, não há como deixar de escandalizar, também, que o Brasil piora nas duas outras dimensões, pois em Literatura passou do quinquagésimo terceiro (em 2009) para o quinquagésimo quinto lugar (em 2012), e, em Ciências, passou do quinquagésimo terceiro (em 2009) para o quinquagésimo nono lugar (em 2012). Vergonha Nacional. No que consiste a “suposta” vitória no PISA 2012 tanto alardeada (e comemorada) nos (poucos) ambientes educacionais no Brasil que (ao menos) conhecem o que significa o PISA?

Ironias deixadas de lado e fantasias identificadas, a “foto” do Brasil na Educação Básica, absolutamente, não é boa, é péssima. Entretanto, o “filme” é pior ainda. A história do PISA demonstra as sucessivas “tragédias”.

O quadro é o seguinte: (01) em Leitura a maioria dos Alunos Brasileiros não alcançam o nível 2 de desempenho na avaliação que apresenta o nível 6 como o máximo a atingir, o que implica afirmar que os mesmos não são capazes de deduzir informações do texto, não conseguem estabelecer relações entre as partes do texto e não conseguem compreender nuances da linguagem; (02) em Ciências, os Alunos Brasileiros alcançam apenas o nível 1 de conhecimento, ou seja, são capazes de aplicar o pouco que sabem apenas a poucas situações de seu dia a dia e não conseguem apresentar explicações científicas mesmo que as mesmas estejam explícitas nas evidências; e, (03) em Matemática, a despeito de pífio avanço (mas, relativo, insista-se neste ponto), a maioria dos Alunos Brasileiros não conseguem interpretar situações que venham exigir tão somente deduções simples e diretas da informação dada, não compreendem percentuais, frações ou gráficos.

Ou, diante destes resultados do PISA, mais que sucessivas “tragédias”, são praticados “crimes”, são intensificadas “violações” para cercear o DIREITO DE SABER para se DESENVOLVER E EVOLUIR.

Carlos Magno Corrêa Dias
28/04/2014